COOPERATIVA EDUCACIONAL E CULTURAL DA MANTIQUEIRA:

Há mais de vinte anos trabalhando pela formação de crianças e jovens.

 

A Escola Interação surgiu da necessidade de se oferecer aos jovens jordanenses uma nova opção de ensino em Campos do Jordão, evitando a contínua busca por escolas de outras cidades no Vale do Paraíba.

A partir dessa ideia, foi criada, em 27 de agosto de 1996, a Cooperativa Educacional da Mantiqueira – CEMAN, com sede na avenida Mario Cola Francisco, 210, em Abernéssia, e assim a Escola Interação abriu suas portas, oficialmente, no dia 17 de fevereiro de 1997, com os cursos de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

A CEMAN é uma associação de pais e professores, sem fins lucrativos, que tem como objetivo educar. É mantenedora da Escola de Ensino Básico Interação e se organiza conforme os princípios do cooperativismo, atendendo ao Artigo 20, da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). “As instituições privadas de ensino se enquadrarão nas seguintes categorias:      

II – comunitárias, assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas, inclusive cooperativas educacionais, sem fins lucrativos, que incluam na sua entidade mantenedora representantes da comunidade (Redação dada pela Lei nº 12.020, de 2009).”

A Escola Interação, no decorrer desses anos, tem procurado oferecer a seus alunos um ensino de nível elevado a custo bem acessível. A garantia do seu sucesso tem sido a constante participação dos pais, alunos e professores em todo o processo, orientados pelos princípios da Cooperativa Educacional e Cultural da Mantiqueira – CEMAN, que são:

– Estimular o desenvolvimento humanístico, dinâmico e participativo da educação, voltado à formação da consciência social, crítica, solidária e democrática.

– Estimular e desenvolver o espírito cooperativista.

– Realizar atividades de assistência, que favoreçam o desenvolvimento integral da pessoa humana.

– Realizar projetos de integração da escola com a comunidade, tornando-a um centro de atividades para o bem comum.

 

COOPERATIVISMO

 

Aliança Cooperativa Internacional

 

Declaração sobre a Identidade Cooperativa

 

Definição

Uma cooperativa é uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente para fazer sempre suas necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais comuns por meio de uma empresa de propriedade conjunta e democraticamente controlada.

 

Valores

As cooperativas baseiam-se nos valores de ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Seguindo a tradição de seus fundadores, seus membros acreditam nos valores éticos de honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação com os demais.

 

Princípios

Os princípios cooperativos são as diretrizes pelas quais as cooperativas colocam em prática seus valores.

1º Princípio: Adesão Livre e Voluntária

Cooperativas são organizações voluntárias abertas a todas as pessoas aptas a usar seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócio, sem discriminação social, racial, política ou religiosa e de gênero.

2º Princípio: Controle Democrático pelos Sócios

As cooperativas são organizações democráticas controladas por seus sócios os quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e na tomada de decisões. Homens e mulheres, eleitos como representantes, são responsáveis para com os sócios. Nas cooperativas singulares os sócios têm igualdade na votação (um sócio, um voto); as cooperativas de outros graus são também organizadas de maneira democrática.

3º Princípio: Participação Econômica dos Sócios

Os sócios contribuem de forma equitativa e controlam democraticamente o capital de suas cooperativas. Parte desse capital é propriedade comum das cooperativas. Usualmente os sócios recebem juros limitados (se houver algum) sobre o capital, como condição de sociedade. Os sócios destinam as sobras aos seguintes propósitos: desenvolvimento das cooperativas, possibilitando a formação de reservas, parte dessas podendo ser indivisíveis; retorno aos sócios na proporção de suas transações com as cooperativas e apoio a outras atividades que forem aprovadas pelos sócios.

4º Princípio: Autonomia e Independência

As cooperativas são organizações autônomas para ajuda mútua controladas por seus membros. Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, elas devem fazê-lo em termos que preservem o seu controle democrático pelos sócios e mantenham sua autonomia.

5º Princípio: Educação, Treinamento e Informação

As cooperativas proporcionam educação e treinamento para os sócios, dirigentes eleitos, administradores e funcionários, de modo a contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento. Eles deverão informar o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação.

6º Princípio: Cooperação entre Cooperativas

As cooperativas atendem seus sócios mais efetivamente e fortalecerem o movimento cooperativo trabalhando juntas através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais.

7º Princípio: Preocupação com A Comunidade

As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, através de políticas aprovadas por seus membros.

Adotados em Manchester, 23 de setembro de 1995

 

 

COOPERATIVAS NO BRASIL

 

Cooperativismo é uma sociedade de pessoas (com forma e natureza jurídica próprias) que se unem em um empreendimento de interesse coletivo, com o objetivo de contribuir com serviços e bens para alcançar uma meta comum. COOPERATIVAS SÃO SOCIEDADES REGIDAS POR PRINCÍPIOS DE IGUALDADE, TRANSPARÊNCIA ADMINISTRATIVA E PARTICIPAÇÃO EFETIVA DE TODOS OS SEUS MEMBROS. A lei que instituiu as cooperativas data de 16 de dezembro de 1971 (Lei Federal 5.764), onde estão especificadas as regras fundamentais das cooperativas, e no seu artigo terceiro cita que uma sociedade cooperativa não tem como objetivo o lucro, mas sim atingir um objetivo social. Algumas características que distinguem uma cooperativa das demais sociedades são os sete princípios, ou seja, as linhas orientadoras do cooperativismo através dos quais levam os seus valores à pratica.

Adesão voluntária e livre; Variabilidade do capital social representado por quotas-partes; Incessibilidade das quota-partes do capital a terceiros, estranhos à sociedade; Singularidade de voto independente do capital acumulado pelo cooperado; Neutralidade política e indiscriminação religiosa, racial e social; Tratamento tributário especial; Impossibilidade de ser vendida. Se uma cooperativa se dissolver, o liquidante deve “realizar o ativo social para saldar o passivo e reembolsar os associados de suas quotas-partes, destinando o remanescente, inclusive o dos fundos indivisíveis, ao Banco Nacional de Crédito Cooperativo S/A”. Artigo 68, Inc. VI da Lei das Cooperativas.